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segunda-feira, 24 de março de 2014

A próxima grande extinção

Estamos acabando com os minérios da Terra. E isso vai inviabilizar várias tecnologias que você usa no dia-a-dia


       Enquanto todo mundo se preocupa com o desmatamento e a extinção das espécies, outra catástrofe ecológica se aproxima sem que ninguém perceba. Estamos acabando com os minerais da Terra. E isso pode abrir uma crise tecnológica: várias invenções, das mais fúteis às mais essenciais, poderão deixar de existir [veja ao lado]. Quer um exemplo? As reservas mundiais de lítio parecem gigantescas - 14 milhões de toneladas, que dão para mais de 100 anos no ritmo atual de consumo. Só que cada carro elétrico, grande esperança para reduzir o aquecimento global, usa pelo menos 8 quilos de lítio. E o mundo produz, a cada ano, 71 milhões de carros. Se todos fossem elétricos, todo o lítio do mundo seria consumido em apenas 12 anos - e não sobraria nada para fazer as baterias usadas em laptops, câmeras e outros aparelhos. Até que a humanidade colonize outros planetas ou aprenda a sintetizar matéria, a saída é uma só: consumir menos e reciclar mais.



Em quanto tempo vai acabar
          Veja em quanto tempo se esgotarão as reservas mundiais, levando em conta o consumo previsto a partir da próxima década - e o que deixará de existir por causa disso.



Tantálio
20 anos
É usado em: Lentes de câmera
Consumo per capita: 180 g
Quanto reciclamos hoje: 20%
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 116 anos



Chumbo
8 anos
É usado em: pilhas
Consumo per capita: 410 kg
Quanto reciclamos hoje: 72%
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 42 anos



Prata
9 anos
É usado em: Placas eletrônicas
Consumo per capita: 1,6 kg
Quanto reciclamos hoje: 16%
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 29 anos



Antimônio
13 anos
É usado em: Controles remotos
Consumo per capita: 7 kg
Quanto reciclamos hoje: n/d
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 36 anos



Ouro
36 anos
É usado em: Microchips
Consumo per capita: 48 g
Quanto reciclamos hoje: 43%
Se limitassemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 45 anos

Urânio
20 anos
É usado em: usinas nucleares
Consumo per capita: 6 kg
Quanto reciclamos hoje: n/d
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 59 anos



Níquel
57 anos
É usado em: Celulares
Consumo per capita: 58 kg
Quanto reciclamos hoje: 35%
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 90 anos



Platina
42 anos
É usado em: Carros
Consumo per capita: 45 g
Quanto reciclamos hoje: n/d
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 360 anos



Índio
4 anos
É usado em: Telecisores LCD
Consumo per capita: 32 g
Quanto reciclamos hoje: 0%
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 13 anos

Cobre
20 anos
É usado em: Fios e cabos
Consumo per capita: 630 kg
Quanto reciclamos hoje: 31%
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 61 anos



Estanho
17 anos
É usado em: Joysticks
Consumo per capita: 15 kg
Quanto reciclamos hoje: 26%
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 40 anos



Lítio
46 anos
É usado em: Baterias
Consumo per capita: n/d
Quanto reciclamos hoje: n/d
Se limitássemos o consumo aos níveis atuais, ele duraria: 133 anos


Fonte: 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Nova lei prevê prisão perpétua a homossexuais na Uganda

O presidente Yoweri Museveni assinará a lei homofobia depois que cientistas ugandenses disseram que homossexualidade "não é genética"

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, assinará a lei que prevê prisão perpétua para quem realizar determinados atos sexuais com pessoas do mesmo sexo depois que cientistas ugandenses tiverem determinado que a homossexualidade "não é genética", mas uma conduta social "anormal".
Museveni decidiu sancionar a Lei Homofobia, aprovada pelo Parlamento ugandense em dezembro passado, após conhecer o relatório de um painel de especialistas que elucida "se se pode ou não nascer homossexual", informa hoje o jornal local New Vision. "Definitivamente, não há uma responsabilidade genética para a homossexualidade", concluíram 14 cientistas convocados pelo Ministério da Saúde ugandense para assessorar Museveni sobre a relação entre a genética e a homossexualidade.

Manifestante usa peruca e óculos coloridos em protesto no Quênia contra as medidas homofóbicas de Uganda no dia 10 de fevereiro Foto: AP
Manifestante usa peruca e óculos coloridos em protesto no Quênia contra as medidas homofóbicas de Uganda no dia 10 de fevereiro
Foto: AP
O relatório, encomendado após várias críticas recebidas pela comunidade internacional e organizações defensoras dos Direitos Humanos, sustenta que "a homossexualidade não é uma doença, simplesmente um comportamento anormal que é aprendido através das experiências da vida. Há um pequeno número de pessoas com tendências homossexuais em cada sociedade", diz o texto.
Os especialistas escolhidos pelo governo ugandense analisam que a homossexualidade pode ser influenciada por fatores ambientais como a cultura, a religião e a pressão social. "Essa prática precisa ser regulada e legislada como qualquer outro comportamento humano, sobretudo para proteger os mais vulneráveis", defendem.
Um dos conselheiros médicos, Richard Tushemereirwe, adverte no documento que a orientação homossexual "tem graves consequências sobre a saúde e, portanto, não deve ser tolerada".

Gays e lésbicas do Quênia fizeram manifestação em solidariedade aos homossexuais de Uganda que sofrem repressão do Governo Foto: AP
Gays e lésbicas do Quênia fizeram manifestação em solidariedade aos homossexuais de Uganda que sofrem repressão do Governo
Foto: AP
Os cientistas opinam, além disso, que não há necessidade de coordenar estudos concretos sobre homossexualidade no contexto africano.
Museveni confirmou ontem aos deputados, que apoiaram majoritariamente a nova legislação, que assinará a "Lei Homofobia", informou o porta-voz do governo, Ofwono Opondo, através de sua conta no Twitter.
A homossexualidade já era tipificada em Uganda como crime, mas a nova lei endurecerá as penas previstas para a comunidade gay.
Atualmente, muitos países africanos consideram ilegal a homossexualidade, e as autoridades, como nos casos de Uganda e do Zimbábue, já fizeram declarações bastante agressivas contra esses grupos.



Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/nova-lei-preve-prisao-perpetua-a-homossexuais-na-uganda,d50b7345fe134410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tomar refrigerante é tão perigoso quanto fumar

E por isso as latas deveriam vir com rótulos de alerta sobre o perigo, iguais aos estampados nas embalagens de cigarro. É o que dizem alguns pesquisadores, depois de um novo estudo apontar que beber refrigerante pode causar diabetes do tipo 2.
Quem decidiu investigar a relação entre a doença e o hábito de beber refrigerante foi o pessoal do Imperial College, em Londres. Eles perguntaram a 12 mil pessoas já diagnosticadas com a doença sobre a dieta de cada um – e quantas latinhas de refrigerantes costumavam tomar por dia. Outras 16 mil pessoas, sem diabetes, também foram entrevistadas.
Perceberam uma tendência negativa: tomar 360mL de refrigerante (equivalente a uma lata) por dia aumenta em 22% o risco de ter a doença. E o problema não atinge apenas obesos. Refrigerante faz mal mesmo para pessoas com peso normal – só que nesse caso o risco de ter diabetes do tipo 2 sobe “só” 18%.
“Se existe algum item da nossa dieta que age como o tabaco, este item é o refrigerante [e outras bebidas industrializadas que vêm cheias de açúcar]”, explica Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte, ao Sunday Times. “Os rótulos dessas bebidas deveriam explicitar a quantidade de açúcar e alertar que o consumo tem de ser limitado”, diz Nick Wareham, um dos autores da pesquisa.
O problema é que o refrigerante parece aumentar a resistência da insulina no organismo. Por mais que a substância esteja presente no corpo, os níveis de açúcar no sangue continuam altos, o que caracteriza a diabetes do tipo 2.
Que perigo, não? Melhor trocar o refrigerante por um suco natural.
Crédito da foto: flickr.com/shazlypic

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O que aconteceria se a Terra ficasse por 5 segundos sem oxigênio?

Seria uma grande porta aberta para a tragédia: oceanos evaporando, construções virando pó e o céu escurecendo.

 




O que ocorreria se nosso planeta ficasse sem oxigênio por 5 segundos? Considerando que estamos falando de um espaço curto de tempo, nada, certo? Errado!

Em um vídeo publicado pelo BuzzFeed, pode-se ter noção do que aconteceria nesses 5 segundos que pareceriam um pesadelo àqueles que estivessem vivos.

O vídeo explica que o Sol causaria queimaduras sérias, já que o ar estaria sem as moléculas de oxigênio que nos protegem dos raios UV. Além disso, o céu ficaria escuro, os metais puros iriam entrar em ponto de solda e grudar uns nos outros e a crosta da Terra iria ser esmigalhada.

Mas espere. O caos está apenas começando a ser descrito. O seu ouvido iria explodir se não houvesse oxigênio. Toda construção feita de concreto viraria pó. Toda célula viva explodiria e os oceanos evaporariam.

Mas, e se ao invés de diminuir, a quantidade de oxigênio dobrasse? Nesse caso, aviões de papel iriam voar por mais tempo, as pessoas seriam mais felizes e alertas, além de terem melhor cognição e desempenho físico.

O lado ruim da dobra da quantidade de oxigênio no mundo é que haveria insetos gigantes, já que o tamanho do corpo de um desses animais depende da quantidade de oxigênio na atmosfera.
Pelo visto, o melhor mesmo é termos a quantidade atual desse elemento químico. O vídeo termina dizendo o seguinte: “obrigada, oxigênio, por ser do jeito que você é”. O que você achou da brincadeira?

Fonte: www.megacurioso.com.br

segunda-feira, 18 de março de 2013

Redações com nota máxima no Enem têm erros como "enchergar" e "trousse"



Redações que receberam nota máxima na avaliação do Enem 2012 (Exame Nacional do Ensino Médio) tinham erros de ortografia, como "rasoavel", "enchergar" e "trousse", informou o jornal carioca "O Globo". As "melhores" redações do Enem têm erros de ortografia, concordância verbal, acentuação e pontuação.
O jornal recebeu cerca de 30 textos enviados por candidatos que receberam nota 1.000, comprovadas pelo MEC (Ministério da Educação). 
Para obter pontuação máxima, os candidatos deveriam, de acordo com o "Guia do participante: a redação no Enem 2012", atender plenamente a cinco competências, inclusive "domínio da norma padrão da língua escrita". Pelo manual do MEC, desvios gramaticais mais graves, como ausência de concordância verbal, deveriam excluir a redação da pontuação máxima.
Segundo o jornal "O Globo", os textos recebidos tinham problemas de acentuação em palavras como indivíduo, saúde, geográfica e necessário, além de algumas frases não terem ponto final.
Em uma das redações analisadas, o candidato erra duas vezes a concordância. Escreve, por exemplo, "essas providências, no entanto, não deve (sic) ser expulsão". O estudante conjuga ainda o verbo haver, no sentido de existir, no plural: "É fundamental que hajam (sic) debates".
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) afirmou ao jornal carioca que uma redação nota máxima pode apresentar alguns desvios nas competências avaliadas. Segundo a nota enviada ao jornal "O Globo", "um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa".

Fonte: Do UOL, em São Paulo 

quarta-feira, 6 de março de 2013

10 poluentes que mais matam no mundo



Pelo menos 125 milhões de pessoas no mundo têm a saúde comprometida pela poluição tóxica. E a culpa é da atividade industrial. Chumbo, cromo, mercúrio, amianto, cádmio e compostos orgânicos voláteis – os poluentes mais comuns e mais mortais do planeta – já diminuíram 17 milhões de anos de vida nos países em desenvolvimento*. Isso só em 2012.
Os dados são do World’s Worst Pollution Problems Report (“Relatório de piores problemas do mundo relacionados à poluição”, em português), documento elaborado com base nas informações coletadas por um programa de identificação de locais tóxicos implementado pelo Instituto Blacksmith em parceria com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). Este indicador estima, simultaneamente, o impacto da mortalidade e dos problemas que afetam a qualidade de vida. Por isso, é um importante instrumento para avaliar o estado de saúde da população.
O relatório mede o impacto da exposição a poluentes tóxicos em Disability Adjusted Life Years (DALYs), ou seja, Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade. Se já é assustador imaginar que a poluição tira tanto tempo de vida, fica ainda comparar com outras doenças: o número é superior aos 14 milhões de DALYs causados pela malária e não está muito atrás dos 34 milhões de anos perdidos devido à tuberculose e 29 milhões provocados pelo HIV/AIDS.
Conheça os 10 maiores focos de poluição do mundo e seus impactos na expectativa de vida e saúde da população:
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1. Reciclagem de baterias
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Anos de vida perdidos: 4,8 milhões
Apesar de serem recarregáveis, o desgaste de baterias chumbo-ácidas (usadas em automóveis para partida, iluminação e ignição) diminui sua capacidade de acumular energia elétrica. O problema é que, quando estas baterias são recicladas, os metais são separados dos plásticos para a reutilização dos materiais na cadeia produtiva. Em países de baixa e média renda, o crescimento da indústria automobilística aumenta a demanda por chumbo e a reciclagem dessas baterias se torna, por sua vez, também uma grande indústria. Quando a fiscalização ambiental é ineficaz, esta demanda é suprida por usinas de reciclagem informais, onde é comum que as baterias chumbo-ácidas sejam quebradas usando machados ou martelos e a fundição dos componentes metálicos ocorre em locais abertos. Aí, já viu: sem regulamentação, este tipo de atividade libera chumbo no meio ambiente e contamina os trabalhadores e a população, podendo causar problemas neurológicos e de desenvolvimento.
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2. Fundição de chumbo
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Anos de vida perdidos: 2,6 milhões
A fundição é um processo industrial que trata os minérios de chumbo para remover as impurezas para a produção do chumbo metálico. Mas esse processo não é tão limpinho e pode liberar poluentes pesos-pesados. Os maiores focos de contaminação relacionados a esta atividade estão na China, Europa Oriental, América do Sul e no Sudeste Asiático. Nestes locais, a legislação ambiental frouxa permite que elementos liberados na fundição do chumbo sejam soltos no ambiente. Emissões atmosféricas podem conter vapores de chumbo e pó, enxofre e dióxido de carbono, além de finas partículas de poeira com arsênio, antimônio, cádmio, cobre e mercúrio. Nos processos de fundição sem controle da poluição, emissões atmosféricas podem chegar a conter até 30 kg de chumbo por tonelada métrica de chumbo produzido. É poluente que não acaba mais. Como se não bastasse, substâncias tóxicas podem ser encontradas na água perto das fábricas de fundição – o controle ambiental inadequado faz com que líquidos residuais provenientes de processos de fundição sejam misturadas à água consumida pela população, sem a descontaminação necessária.
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3. Mineração e processamento de minérios
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Anos de vida perdidos: 2.521.600
O processo de remoção de minérios, minerais, metais e pedras preciosas da terra é importante para produção dos mais variados produtos e materiais, mas pode trazer também grandes impactos à saúde humana. Normalmente, o minério extraído é transportado para instalações onde é processado, lavado e separado para obtenção de minerais. A etapa seguinte inclui o refino de fundição ou algum outro tipo de acabamento, processo que requer uma diversificada quantidade de produtos químicos. O produto dessa operação é um rejeito contaminado. O problema está anunciado: em locais em que os processos de mineração não seguem a legislação ambiental, os resíduos (cheios de produtos químicos tóxicos) são liberados no meio ambiente.
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4. Operações de curtume
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Anos de vida perdidos: 1,93 milhões
Quando você compra um cinto de couro provavelmente não imagina o processo de produção por trás do acessório. Muito antes de chegar às lojas (ou às suas calças), o material que constitui esse e outros produtos similares passou por um conjunto de procedimentos que recebe o nome de curtimento. É através deste processo que as peles de animais são tratadas e transformadas em couro. E, como você pode imaginar, transformar a pele dos bichinhos em matéria prima para produção de sapatos requer o uso de uma quantidade grande de produtos químicos. Enquanto em fábricas regulamentadas o impacto ambiental é controlado, em operações informais o risco de contaminação cresce. Na Índia, por exemplo, 75% dos curtumes foram produzidos em operações de pequena escala em 2011, em locais onde geralmente faltam recursos para investir em mecanismos de controle eficiente da grande quantidade de resíduos produzidos.
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5. Lixões industriais e municipais
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Anos de vida perdidos: 1,234 milhões
Lixo doméstico, pilhas, sucata e resíduos agrícolas, hospitalares e de processos industriais. Em aterros sanitários regularizados há controle e separação dos resíduos – encaminhando materiais cancerígenos, corrosivos, tóxicos ou inflamáveis para tratamento. Mas nos lixões e locais de despejo irregulares tudo está junto e misturado. O resultado não poderia ser outro se não a ampla contaminação do solo, dos lençóis freáticos e da população. A maior parte destes lixões está localizada na África, no Leste Europeu e nos países do norte da Ásia e os impactos na saúde causados por estes poluentes incluem câncer pulmonar, problemas neurológicos e doenças cardiovasculares.
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6. Parques industriais
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Anos de vida perdidos: 1,06 milhões
Os parques industriais são locais com infraestrutura geralmente construída pelos governos para atrair e apoiar a atividade. É bonito no papel, mas nem sempre na prática. A contaminação em parques industriais geralmente é causada pela falta de tecnologia e infraestrutura adequadas para o tratamento de resíduos ou controle da poluição. Emissões de poluentes no ar, contaminação das águas superficiais e dos aquíferos são os principais problemas encontrados em propriedades mal geridas e controladas.
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7. Mineração artesanal (garimpo)
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Anos de vida perdidos: 1,021 milhões
A mineração artesanal é uma atividade informal em pequena escala, mas libera mais mercúrio no ambiente que qualquer outro setor em todo o mundo. Utilizando métodos rudimentares e baixa tecnologia, essas estruturas geralmente não possuem nenhum controle de poluição. O minério, triturado e lavado para obtenção do ouro, ganha adição de mercúrio durante o processo – um método bastante ineficiente, que captura apenas cerca de 30% do ouro disponível. Porém, o mercúrio continua a ser usado por ser barato e por estar amplamente disponível. Segundo o Instituto Blacksmith, mais de 4,2 milhões de pessoas estão expostas ao risco de contaminação, a maioria na África e Sudeste Asiático, mas com uma alta concentração de garimpeiros também na América Latina.
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8. Fabricação de manufaturas
Anos de vida perdidos: 786 mil
Essencial para a prosperidade de um país e importante para os consumidores individuais, a fabricação de produtos manufaturados é um dos principais contribuintes para o PIB e para a economia global – segundo relatórios do World Economic Forum, a quantidade de produtos manufaturados exportados influencia em 70% das variações do PIB. No caso de países de baixa e média renda, enquanto a demanda por produtos cresce, a rápida expansão da sua fabricação é estimulada, mas nem sempre isso significa melhorias na infraestrutura – 3,5 milhões de pessoas encontram-se potencialmente expostas a poluentes tóxicos. Com mais da metade dos problemas localizados no Sul e Sudeste Asiático, onde a regulamentação da fabricação de produtos (você já sabe) é frequentemente negligente, o problema também está presente em outras regiões como a África e a China, responsável por 15% dos produtos fabricados no mundo.
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9. Fabricação de produtos químicos
Anos de vida perdidos: 765 mil
Produtos químicos de base, como pigmentos, corantes, gases e petroquímicos; materiais sintéticos, como plásticos, produtos de pintura, produtos de limpeza. A fabricação de produtos químicos é uma fonte de poluição tão grande que o Instituto Blacksmith elabora relatórios individuais para itens como os produtos farmacêuticos, solventes, corantes e os pesticidas. Com a maioria dos focos dos problemas na China, Europa Oriental e Sul da Ásia, a indústria de produtos químicos coloca cerca de 5,3 milhões de pessoas em risco de exposição. O caso da Europa Oriental é ainda mais grave, com um número desproporcional da população de risco – cerca de 3 milhões de pessoas.
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10. Indústria de corantes
Anos de vida perdidos: 430 mil
Corantes são utilizados desde 3.500 a.C. para tingir tecidos e outros materiais. O que mudou de lá para cá é a quantidade de produtos químicos envolvidos no processo. E é aí que está o perigo: ácido sulfúrico, crômio, cobre e outros elementos metálicos estão entre os químicos mais encontrados nos corantes. E ao longo do processo de fabricação muitos outros aditivos, como solventes e compostos químicos, também são utilizados. Para se ter uma noção de como esses produtos podem ser altamente poluentes, é só pensar apenas no caso das indústrias têxteis: com uma produção anual de 60 bilhões de toneladas de tecidos, as fábricas utilizam 34 trilhões de litros de água para resfriamento, limpeza de equipamentos e lavagem e processamento de corantes e produtos. Quando todo esse processo não é fiscalizado, quem paga a conta é a população: segundo dados do Instituto Blacksmith, a indústria de corantes põe em risco mais de 1 milhão de pessoas em todo mundo, com o foco do problema se concentrando principalmente no Sul Asiático e na Índia.
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* A base de dados do Instituto Blacksmith inclui mais de 1.600 focos de poluição localizados na África, Ásia, Europa, América Central e América do Sul. Segundo os pesquisadores que assinam o relatório, o impacto dos poluentes tóxicos identificados é mais alto nos países em desenvolvimento. Isso se deve a fatores como má regulamentação industrial, menor controle dos resíduos nocivos, proximidade de indústrias perigosas aos centros urbanos, falta de conhecimento relativo aos impactos dos dejetos na saúde e a falta de recursos dos pequenos produtores para contenção de resíduos. Estes problemas levantam questões para o futuro: a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) estima que, em 2020, a produção global de produtos químicos seja 85% mais alta que em 1995 e um terço dessa produção acontecerá em países em desenvolvimento. O aumento é significativo: na década de 1990, correspondia a apenas um quinto da produção.
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Fontes: Instituto Blacksmith, World’s Worst Pollution Problems Report

Texto retirado da Revista Super Interessante